Com a escassez de terrenos frente-mar em Itaparica e Praia da Costa, incorporadoras capixabas investem em megacomplexos com lazer de clube a poucas quadras da praia, entregando valorização acelerada e metro quadrado até 25% mais competitivo.
A escassez de terrenos na orla e a transformação urbana
O litoral de Vila Velha vive um dos ciclos imobiliários mais expressivos de sua história. Com a ocupação quase que consolidada da primeira linha da orla na Praia da Costa, Itapuã e Praia de Itaparica, incorporadoras e construtoras capixabas voltaram seus investimentos estratégicos para as segunda e terceira quadras do mar. O que antes era visto como uma alternativa secundária hoje se transformou no segmento mais dinâmico e disputado por investidores e famílias: os Resorts Urbanos.
Projetados em terrenos mais amplos, esses empreendimentos conseguem entregar estruturas de convivência, esportes e bem-estar que seriam inviáveis em lotes estreitos frente-mar, unindo a brisa litorânea a uma experiência residencial completa.
O conceito de Resort Urbano: Muito além do lazer convencional
O modelo de condomínio-clube evoluiu significativamente nos lançamentos recentes no Espírito Santo. Os novos projetos entregam diferenciais de alta hotelaria integrados à rotina dos moradores:
- Complexos Aquáticos e Rooftop Club: Piscinas com raia olímpica, decks molhados, spas privativos com saunas panorâmicas e piscinas aquecidas na cobertura com vista para o mar e o Convento da Penha;
- Esportes e Bem-estar: Quadras de beach tennis privativas, quadras poliesportivas, academias assinadas por consultorias fitness e salas de pilates e yoga;
- Praticidade para a Vida Moderna: Mercados autônomos 24 horas (grab and go), espaços de coworking com cabines acústicas individuais, delivery refrigerado para compras de supermercado e lavanderias compartilhadas profissionais;
- Sustentabilidade e Tecnologia: Pontos individuais de recarga para carros elétricos nas vagas de garagem, painéis solares para amortizar o custo condominial e reaproveitamento de águas pluviais.
A matemática do investimento: Economia de até 25% no metro quadrado
Para quem busca rentabilidade com locação ou valorização de capital até a entrega das chaves, o comparativo financeiro entre a primeira e as quadras internas é revelador. Enquanto o metro quadrado na linha de frente atinge patamares elevados devido à escassez absoluta de solo, as unidades nas 2ª e 3ª quadras oferecem um custo de aquisição entre 18% e 25% menor.
Na prática, o morador ou hóspede de temporada caminha apenas 100 a 250 metros até a praia, mas desfruta de um custo condominial mais equilibrado (diluído entre mais unidades) e de uma infraestrutura interna de lazer muito superior.
Correção pelo CUB/ES: Previsibilidade nos contratos em obras
No Espírito Santo, os contratos de compra de imóveis na planta seguem a correção estritamente pelo CUB/ES (Custo Unitário Básico da Construção Civil, divulgado pelo Sinduscon-ES). Esse acompanhamento técnico garante transparência na evolução dos custos dos insumos locais, permitindo ao investidor planejar o fluxo de desembolso durante a obra sem surpresas e capturar todo o ganho patrimonial no momento da entrega das chaves e emissão do Habite-se.
Curadoria especializada para escolher o projeto certo
Nem todo lançamento que se intitula 'resort' entrega acabamento refinado e gestão condominial sustentável. Contar com uma Curadoria Imobiliária independente é essencial para auditar o histórico de solidez da construtora, a viabilidade do memorial descritivo e o real potencial de valorização e revenda.
ℹ️ Crédito de Fonte: Baseado em relatórios setoriais do Secovi-ES, dados de mercado veiculados por A Gazeta e indicadores de custos da construção do Sinduscon-ES (CUB/ES).